segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A DINAMENES...

SONETO DEDICADO A DINAMENE

Dinamene foi uma asiática a quem Camões amou e que morreu num naufrágio.

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Alma minha gentil que partiste

Tão cedo desta vida, descontente,

Repousa la no céu eternamente

E viva eu cá na terra sempre triste.

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Se lá no assento etéreo, onde subiste,

Memória desta vida se consente,

Não te esqueças daquele amor ardente

Que já nos olhos meus tão puro viste.

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E se vires que pode merecer-te

Alguma coisa a dor que me ficou

Da mágua, sem remédio, de perder-te.

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Roga a Deus, que teus anos encurtou,

Que tão cedo de cá me leve a ver-te,

Quão cedo de meus olhos te levou.

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