terça-feira, 12 de outubro de 2010

PÉROLAS DE VINICIUS DE MORAES...Bernardo Celestino Pimentel.

Ninguém escreveu melhor do que Vinicius...era um homem plural até no nome...O Único poeta do Brasil que viveu como poeta, segundo Drumond.Um homem que deu a definição da felicidade como sendo: uma gota de orvalho numa pétala de flor...brilha tão leve, depois de leve oscila,e cai como uma lágrima de amor...
O Poeta vive para descobrir a beleza das coisas simples, exalta-las e mostra-las liturgicamente...tocando nas almas,remetendo-as ao incognoscível...tentando explica-lo...somente a poesia pode explicar o incognoscível...é a explicação mais aproximada, por que responde fazendo a alma sentir a resposta...
incognoscivel é tudo o que a gente não conhece, mas procura uma explicação...incognoscível é a própria vida...os sentimentos...o prazer...
Fernando Pessoa dizia: O Poeta é um fingidor, finge tão completamente, que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente...pois bem,Vinicius foi quem mais fingiu,quem mais sentiu a dor da alma, gerada pela angústia que suja o mundo...chegou a fazer poesia, transformando em ouro o ridículo da vida..vejam a história da coruja,da borboleta e da mariposa.

A Corujinha
Elis Regina
Composição: Vinícius de Moraes e Toquinho
Corujinha, corujinha,
Que peninha de você.
Fica toda encolhidinha
Sempre olhando não sei quê.
O seu canto de repente
Faz a gente estremecer.
Corujinha, pobrezinha,
Todo mundo que te vê
Diz assim, ah, coitadinha,
Que feinha que é você.

Quando a noite vem chegando
Chega o teu amanhecer.
E se o sol vem despontando
Vais voando te esconder.

Hoje em dia andas vaidosa,
Orgulhosa como o quê.
Toda noite tua carinha
Aparece na TV.

Corujinha, corujinha,
Que feinha que é você.

A Mariposa
Mariana de Moraes
Composição: Wilson Batista/João da Baiana
A mariposa triste coitada
Veio ao mundo pra morrer queimada
E sofreu muito por ver a borboleta
Que vive no jardim
Beijando o cravo e a violeta
A mariposa sonhou
Que vivia entre as flores
Num lindo jardim
Era mais linda que a rosa
Namorava o lírio e beijava o jasmim
Quando acordou não era nada
Voou pra luz
Morreu queimada
Coitada da mariposa
Coitada...

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