quinta-feira, 14 de março de 2013

DIA NACIONAL DA POESIA...

 GLÓRIA BRAGA HORTA – RIO DE JANEIRO-RJ

DIA NACIONAL DA POESIA  – 14 DE MARÇO
(Data instituída pelo nascimento de Castro Alves)
CASTRO ALVES
Castro Alves nasceu na fazenda Cabaceiras, hoje cidade Castro Alves, no Estado da Bahia, em 14 de março de 1847.  Morreu em  6/7/1871, com apenas 24 anos, vitimado pela tuberculose. Filho do médico Antônio José Alves e de Clélia Brasília da Silva Castro.
Expressou em suas poesias a indignação aos graves problemas sociais de seu tempo. Denunciou a crueldade da escravidão e clamou pela liberdade, dando ao romantismo um sentido social e revolucionário que o aproxima do realismo. Foi também o poeta do amor, sua poesia amorosa descreve a beleza e a sedução do corpo da mulher. É patrono da cadeira nº7 da Academia Brasileira de Letras.
Em 1863, escreve seu primeiro poema contra a escravidão “A Primavera”, Nesse mesmo ano conhece a atriz portuguesa Eugênia Câmara que se apresentava no Teatro Santa Isabel no Recife. Em 1864 ingressa na Faculdade de Direito do Recife, onde participou ativamente da vida estudantil e literária, mas volta para a Bahia no mesmo ano e só retorna ao Recife em 1865, na companhia de Fagundes Varela, seu grande amigo.
De férias, numa caçada nos bosques da Lapa fere o pé esquerdo, com um tiro de espingarda, resultando na amputação do pé. Em 1870, um ano antes de sua morte, volta para Salvador onde publica “Espumas Flutuantes” título do livro, composto de 53 poemas, que  representa uma das obras essenciais do romantisco brasileiro.
AS DUAS FLORES
São duas flores unidas
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol,
Vivendo,no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.
Unidas, bem como as penas
das duas asas pequenas
De um passarinho do céu…
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.
Unidas, bem como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar…
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.
Unidas… Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!
(Castro Alves)

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