domingo, 15 de novembro de 2015

Langston Hughes
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Fechemos a semana com a têmpera altiva do poeta da América branca e negra, azul e vermelha, Langston Hughes. Em trecho do poema O Negro:
“Eu sou um negro:
Escuro como a noite é escura,
Escuro como o ventre de minha África.
Eu fui um escravo:
César mandou-me limpar a soleira de suas portas,
Lustrei as botas de Washington.
Eu fui um operário:
Sob minhas mãos as Pirâmides cresceram,
Eu fiz a argamassa para o edifício Woolworth.
Eu fui um cantor:
Por todos os caminhos da África até a Geórgia
Trouxe minhas canções tristes
E criei o ragtime”.

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