terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

CONSTATAÇÃO... A POESIA DE BERNARDO CLESTINO PIMENTEL

       
  
          PROCURANDO AS EMOÇÕES QUE SE DISSIPARAM AO LONGO DA VIDA,
NÃO SEI ONDE AS DEIXEI,
SE CAÍRAM DO BOLSO,´
OU SE PERDERAM NAS GRETAS DAS ESTRADAS,
TUDO ERA MAIS AZUL,
A ESPERANÇA ERA MAIS VERDE,
O DESTINO MAIS AMIGO,
E NOS OLHOS UM BRILHO DE DIAMANTES...

          VEJO-ME NOS ESPELHOS,
OS OLHOS SÃO LASSOS E OPACOS,
A ESPERANÇCA É  AINDA VERDE,
MAS ESTÁ TINGIDA DE SANGUE,
PROCURO PRAIAS,
ENCONTRO MANGUES...

          ONDE SE ENCONTRA A ALEGRIA,
QUE FAZIA EU SUBIR EM COQUEIROS?
O CORPO É LENTO,
O DESEPERO LIGEIRO...
COM QUANTOS BEIJOS RECONSTRUIREI A MINHA JANGADA?
ENQUANTOS OLHOS ENCONTRAREI A PAZ?
MAS OS OLHOS SÃO TRISTES  DE UM MODO GERAL,
SÃO ALIMENTADOS POR ALMAS FERIDAS,
NA ESTRADA SINUOSA DO VIVER...
OLHEI TODAS AS RETINAS,
JÁ SE VÊ MENOS,
UM GOSTO AMARGO DE COBRE,
TOCAM-SE VENENOS...
EM CADA OLHAR UMA PROCURA,
EM CADA SOLIDÃO UMA DOR,
EM CADA ESPÍRITO O IRRECONSTITUÍVEL,
OS CORAÇÕES CANTAM CANÇÕES MUITO TRISTES...
SE SOFEJAM MARCHAS FÚNEBRES,
EM PLENOS JARDINS...
É BEM VERDADE QUE HÁ PASSAROS,
MUDOS...


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