segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A POESIA DE PORTUGAL...

ENQUANTO TO PERMITE A MOCIDADE – Abade de Jazente

Enquanto to permite a mocidade, 
Teu Pai disfarça, tua Mãe consente, 
E enquanto, Nize, a moda o não desmente 
Nos brincos gasta a flor da tua idade.
Joga, dança, conversa, e a variedade, 
Que causa tanta prenda, assombre a gente; 
Deixa-te ver, que o Século presente 
Hoje chama ao pudor rusticidade.
Os corações de quem te aplaude enlaça: 
desfruta o tempo: e tem por aforismo 
Que o gosto é fugitivo, a sorte escassa
Engolfa-te de amor no doce abismo; 
Busca o prazer; a vida alegre passa; 
Logra-te enfim; que o mais é fanatismo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário