segunda-feira, 3 de outubro de 2016

LUGAR DE COBRA É NO CHÃO...



          LUGAR DE COBRA É NO CHÃO...
CARLINHOS VERGUEIRO E CHICO BUARQUE.

A SUA RISADA NERVOSA CONTAMINA O AMBIENTE,
DERAM ASAS A COBRA E A COBRA VOOU,
E CONTINUA VOANDO,
ESPALHANDO O SEU VENENO,
AGORA CHEGOU SEU MOMENTO, BICHO PEÇONHENTO  
 TU VAIS ME PAGAR,

É PROIBIDO FICAR COM PENA,
DE VER A COBRA VOLTAR ,
A  SE ARRASTAR,
LUGAR DE COBRA É NO CHÃO,
O CÉU É DOS PASSARINHOS,
QUE CANTAM LINDAS CANÇÕES,
 E ALEGRAM OS CORAÇÕES...bis

EU SEMPRE QUIS LHE DAR A MÃO E VOCÊ SE ENCHEU DE ANÉIS,
E VIVE A PENSAR QUE O MUNDO ESTÁ A SEUS PÉS,
MAS  ESQUECEU QUE O MUNDO TEM VIRADAS,
QUEM É TUDO NÃO É NADA,
 ESTA VIDA É UM VAI E VEM...
CUIDADO  NA DESCIDA DA ESCADA,
UMA ALMA ENVENENADA,
PODE ENVENENAR TAMBÉM...

É PROIBIDO FICAR COM PENA,
DE VER A COBRA VOLTAR A SE  ARRASTAR,
LUGAR DE COBRA É NO CHÃO,
O CÉU É DOS PASSARINHOS,
QUE CANTAM LINDAS CANÇÕES,
E ALEGRAM OS CORAÇÕES,
É PROIBIDO FICAR COM PENA...

PROVÉRBIOS...



POR ARISTEU BEZERRA....
PROVÉRBIOS RELACIONADOS À CULINÁRIA

“Em terra onde não há carne, espinha de peixe é lombo.”
“Caldo requentado e amigo reconciliado nunca dão bom bocado.”
“Guarda que comer, não guardes que fazer.”
“Mais vale um ovo hoje que galinha amanhã.”
“Panela em que muitos mexem não dá bom caldo.”
“Engolir um boi e se engasgar com um mosquito.”
“Quem guarda o pirão, chama o ladrão.”
“À boda e ao batizado, não vá sem ser convidado.”
“Não quero saber se o pato é macho, eu quero é quebrar o ovo.”
“Vim aqui para socar o milho, não para quebrar o pilão.”
“Quem se faz de mel, as abelhas picam.”
“É preciso saber comer o mingau pelas bordas.”
“É no frigir dos ovos que a manteiga chia.”
“Acabou-se o que era doce, quem comeu, arregalou-se.”
“Não vá com tanta fome à carne, nem com tanta sede ao pote.”
“O pão jamais cai com o lado da manteiga para cima.”
“Dize-me o que comes, e te direi quem és.”
“Em casa onde não há pão, todos brigam e ninguém tem razão.”
“Ovos e juras são feitos para quebrar.”
“Não há carne sem osso, nem galinha sem pescoço.”

THE END...


A LITERATURA DE VIOLANTE PIMENTEL...


“BREJEIRA”


Diz o folclore norte-rio-grandense, que a palavra “brejeira”, caracterizando fraude eleitoral, surgiu numa eleição no município de São José de Campestre (RN). O saudoso Deputado Djalma Marinho fora chamado, para orientar o delegado do Partido, numa ocorrência, durante a contagem de votos. Ao subir os batentes do prédio da prefeitura, onde se realizava a apuração, cumprimentou um matuto que se encontrava sentado na entrada, fumando um cigarro de palha, e perguntou:
– O que está acontecendo aqui?
O matuto respondeu:
– “Doutô”, estão dizendo que fizeram “brejeira”…
A expressão nativa, “brejeira”, agradou ao Deputado Djalma Marinho e ficou sendo usada por ele, por brincadeira, como sinônimo de fraude eleitoral. Logo caiu na boca do povo e tornou-se conhecida. “Brejeira”, portanto, no folclore da política norte-rio-grandense, significa fraude eleitoral.
Há várias décadas, nas antigas eleições do Rio Grande do Norte, era comum o desaparecimento de urnas, após o encerramento da votação. Pessoas de alto gabarito intelectual eram conhecidas como useiras e vezeiras, nesse tipo de fraude, principalmente nas cidades do interior.
Nessa época, o sistema eleitoral era precário e facilmente manipulado. Os fazendeiros ricos e cabos eleitorais compravam votos abertamente, ou os negociavam em troca de bens materiais, como dentaduras, óculos, pares de sapatos, cortes de tecidos, ou alimentos. Os “coronéis” alteravam votos, e falsificavam títulos de eleitor, para que seus eleitores pudessem votar várias vezes, em várias seções, até mesmo com títulos de pessoas falecidas.
Um conhecido político, e grande latifundiário de Natal, era apontado como o mentor de fraudes eleitorais homéricas. Semianalfabeto, o homem era dono de um raciocínio rápido e maquiavélico. Dominava seu reduto eleitoral e seu apoio garantia a vitória de qualquer candidato. Seus adversários o acusavam de fazer fraudes nas votações e nos mapas eleitorais, conseguindo falsificar o resultado das urnas. Mas isso não resultava em nada. Esse político tinha prestígio no Estado e também no âmbito federal. Liderava um grupo sem escrúpulo, acostumado a fazer campanha política, eleição e apuração. Nessa época, não se falava em institutos de pesquisa, nem em marqueteiros.
O medo das “brejeiras” se espalhava entre as lideranças políticas da capital e do interior, tanto no partido da situação, como da oposição.
Entretanto, o advento das urnas eletrônicas tornou as fraudes eleitorais, aparentemente, impraticáveis.
A partir de 1996, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou a implantação do voto eletrônico no país, utilizando a urna eletrônica, integrada a um sistema informatizado. Desde então, o TSE vem aprimorando essa tecnologia, e em 2008 implantou a urna eletrônica, com reconhecimento biométrico das digitais do eleitor.
A implantação do voto eletrônico veio dificultar as antigas fraudes eleitorais. Também, pôs fim aos votos de protesto, com desaforos e palavrões, ou ainda em favor de conhecidos animais, como foi o caso do Macaco Tião e do Rinoceronte Cacareco.
Inúmeras fraudes eleitorais foram cometidas no Rio Grande do Norte, nas antigas eleições. Um dos casos mais gritantes e hilários ocorreu com um candidato a deputado estadual, que aguardou com ansiedade a apuração, e constatou que a urna em que ele depositara seu voto não fora apurada. Simplesmente, a urna “sumiu”. Ele não teve nem o seu próprio voto, na seção em que votou.
Decepcionado, o candidato derrotado encheu a cara de cachaça e chorou copiosamente numa mesa de bar, depois da apuração. Sua lamentação causava pena:
– Que meu sogro e minha sogra não tenham votado em mim, eu aceito;
– Que meus irmãos e cunhados não tenham votado em mim, eu aceito;
– Que minha mulher não tenha votado em mim, é duro, mas eu também aceito……
– Mas, EU?!!! Eu mesmo não ter votado em mim?!!! Isso, eu morro e não aceito!!!

A POESIA DE ANNA LIMA PIMENTEL...AÇU 1898


RECORDAÇÃO – Anna Lima

A’ Francisca Caldas
Timidamente eu disse-te: na infancia
Tinha mais poesia o nosso affecto,
Era mais cordel e mais secreto,
Tinha mais gentileza e mais constancia.
E enquanto eu recordava a leda estancia
Do primeiro viver de luz repleto,
Tú me disseste, n’um sorrir dilecto:
Murchou a rosa da infantil fragrancia.
Hoje os meu sonhos no silencio immersos,
Como o perfume que o rosal invade,
Voam sorrindo pelo azul dispersos…
E assim nas crenças da virginea idade,
Ao doce acórde de adorados versos
Esqueço affectos, illusões, saudade.
Agosto de 1898.

domingo, 2 de outubro de 2016

UM CÍRIO QUEIMANDO EM UMA CATEDRAL EM RUÍNAS...POR BERNARDO CELESTINO PIMENTEL



               NÓS ESTAMOS CONDICIONADOS A ESPERAR O TEXTO INTELIGENTE, O MAIS SÁBIO, DOS INTELECTUAIS, DOS QUE LEEM MUITO, DOS QUE ESCREVEM...
MAS, AS COISAS DA ALMA, DO ESPÍRITO, NASCEM DE DENTRO  PARA FORA, CRESCEM POR INTUSCEPÇÃO E NÃO POSSUEM LIMITES NEM TEMPO, SÃO PORTANTO ATEMPORAIS...
A BELEZA NÃO É FILHA DA ERUDIÇÃO...
A ERUDIÇÃO , AS VEZES, É TÃO SEM BELEZA, QUE CHEGA A SER CHATA...

               QUANDO NO VELÓRIO DA MINHA MÃE, ESCUTAMOS DE UM SAPATEIRO , A FRASE MAIS LINDA, MAIS PROFUNDA, MAIS REFLEXIVA...FOI DITA PELO VELHO SAPATEIRO DE NOVA CRUZ , BALTASAR...
BALTASAR, QUE POLIU OS NOSSOS SAPATINHOS DA INFÂNCIA...
 AO ADENTRAR A NOSSA CASA, SAUDOU A MINHA IRMÃ VIOLANTE:TUDO BEM, VIOLA?
IMEDIATAMENTE CAIU DENTRO DE SÍ  E FALOU:

          ME DESCULPE MINHA FILHA...NINGUÉM ESTÁ BEM, QUANDO ESTÁ SEPULTANDO O SEU PRÓPRIO CORAÇÃO...

HA ALGUNS DIAS, ME DECEPCIONEI COM A DECLARAÇÃO DE  UM INTELECTUAL, QUANDO SE REFERIU A POESIA COMO UMA COISA SEM VALOR E RATIFICOU:
POESIA É PARA QUEM ESTÁ APAIXONADO...ACHO QUE PERDEU UMA BOA OPORTUNIDADE DE FICAR CALADO...
INFELIZ DE QUEM ABOMINA AS QUIMERAS DO EU PROFUNDO...
INFELIZ DE QUEM SÓ VALORIZA O QUANTO PESA...
INFELIZ DE QUEM NÃO ENCONTRA A POESIA  NO SEU DIA A DIA...NO SEU FEIJÃO COM ARROZ,NO SIM QUE O SEU CACHORRO DIZ COM O RABO DIZENDO NÃO...
NAS ESTRELAS QUE ILUMINAM AS FRESTAS IMPENETRAVEIS DO VIVER...

NESTE EPISÓDIO DA MORTE DE DOMINGOS, O ATOR DO VELHO CHICO, ESCUTEI MUITAS DECLARAÇÕES, MAS A MAIS BONITA, A MAIS SUPERIOR VEIO DE UM ÍNDIO...AO ESCUTA-LA ME LEMBREI DO POETA VINÍCIUS DE MORAES, QUANDO SE REFERIA A UM CÍRIO QUEIMANDO EM UMA CATEDRAL EM RUÍNAS...

SEGUE ABAIXO A REFLEXÃO DE ÍNDIO...
DE UM CACIQUE...
DE UM HUMANISTA, QUE CRESCEU PISANDO EM BRASAS...



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Durante o programa 'Encontro com Fátima Bernardes', a apresentadora leu um depoimento dos indígenas que participaram da novela 'Velho Chico'

No programa "Encontro com Fátima Bernardes", de sexta-feira (16), a apresentadora Fátima Bernardes leu um depoimento enviado por índios em luto pela morte do ator Domingos Montagner, vítima de afogamento no Rio São Francisco, na tarde de quinta-feira (15). Na mensagem, o líder da tribo que participou da novela "Velho Chico" coloca o artista como o protetor do local.

"Por quê estão querendo trazer a alma dele de volta? Ele nasceu de novo hoje. Ele se tornou um novo protetor do Rio São Francisco, que estava tão esquecido. Porque esse rio não pode morrer. A novela contou todos os mistérios do Rio e esse é mais um deles. Mas ele se tornou um ser de luz, pois a água não tira a vida, ela dá a vida", diz parte da mensagem sobre Domingos.

Sobre o sofrimento da família e dos amigos, o índio diz que o ator está bem e que ele renasceu em um mundo melhor. "Fiquem felizes pela alma dele, pois quando ele entrou no rio, se despediu do corpo e alma, nasceu em um mundo melhor. Algum dia os brancos irão entender isso. Então, temos que fazer um ritual para que os brancos entendam e sejam fortes, pois ele está bem. Ele agora é um protetor do rio São Francisco".