sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
UMA PARÁBOLA PROCTOLÓGICA...
Quando o corpo foi criado todas as partes queriam ser chefe. O cérebro foi logo dizendo:
- Eu deveria ser o chefe, porque controlo as funções do corpo.
Os pés disseram:
- Deveríamos ser o chefe, porque carregamos o cérebro para onde ele quiser ir.
E assim foi até que chegou a vez do cu falar.
- Eu deveria ser o chefe, porque controlo as funções do corpo.
Os pés disseram:
- Deveríamos ser o chefe, porque carregamos o cérebro para onde ele quiser ir.
E assim foi até que chegou a vez do cu falar.
Todas as partes riram do cu por querer ser o chefe. Daí que ele entrou em greve e recusou-se a trabalhar..
Em pouco tempo todos os orgãos entraram em pânico e concordaram que o cu passaria a ser o chefe. Todas as outras partes faziam seu trabalho, e o chefe ficava sentado e deixava a merda passar!
Em pouco tempo todos os orgãos entraram em pânico e concordaram que o cu passaria a ser o chefe. Todas as outras partes faziam seu trabalho, e o chefe ficava sentado e deixava a merda passar!
MORAL DA HISTÓRIA: Você não precisa de cérebro para poder ser um chefe; qualquer cuzão pode ser.
O RATO E O LEÃO...
Fabela do rato e o leão
FABELA DO RATO E O LEÃO
Herculano Alencar
E lá se foi o rato descuidado
cair por sob a pata do leão!
De tanto que pediu por compaixão,
o rei cedeu aos guinchos do coitado.
Ergueu-se o rato, lépido, do chão
e pôs-se, mata adentro, o mais ligeiro...
Não fosse o rei leão um cavalheiro,
o rato não teria salvação.
Anos depois , em pleno picadeiro,
fingia o rei leão ser verdadeiro
o urro que assustava a multidão.
No mesmo ato, um rato equilibrista
garante o cachê dos dois artistas
co'a arte milenar da gratidão.
cair por sob a pata do leão!
De tanto que pediu por compaixão,
o rei cedeu aos guinchos do coitado.
Ergueu-se o rato, lépido, do chão
e pôs-se, mata adentro, o mais ligeiro...
Não fosse o rei leão um cavalheiro,
o rato não teria salvação.
Anos depois , em pleno picadeiro,
fingia o rei leão ser verdadeiro
o urro que assustava a multidão.
No mesmo ato, um rato equilibrista
garante o cachê dos dois artistas
co'a arte milenar da gratidão.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Byron...
“Aí caiu o maior, não o pior dos homens,
Cujo espírito, contraditoriamente complexo,
Num momento parecia dos mais poderosos,
E a seguir se fixava com igual firmeza nos menores objetos.
Extremado em todas as coisas! Se tivesse ficado no meio,
Teu trono ainda seria teu, ou nunca o teria sido;
Pois a ousadia te fez subir e cair agora mesmo
Tentaste reassumir o porte imperial,
E sacudir de novo o mundo, tu, o Trovejador da cena!”
BYRON
"A árvore do conhecimento não é a da vida."
BYRON
"Não gostei do mundo, nem o mundo de mim, Não lhe adulei o fétido sopro, nem dobrei Um joelho paciente diante de suas idolatrias
Cujo espírito, contraditoriamente complexo,
Num momento parecia dos mais poderosos,
E a seguir se fixava com igual firmeza nos menores objetos.
Extremado em todas as coisas! Se tivesse ficado no meio,
Teu trono ainda seria teu, ou nunca o teria sido;
Pois a ousadia te fez subir e cair agora mesmo
Tentaste reassumir o porte imperial,
E sacudir de novo o mundo, tu, o Trovejador da cena!”
BYRON
"A árvore do conhecimento não é a da vida."
BYRON
"Não gostei do mundo, nem o mundo de mim, Não lhe adulei o fétido sopro, nem dobrei Um joelho paciente diante de suas idolatrias
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
A LUA CRIS...CÃMARA CASCUDO NA OBRA DE CHICO BUARQUE...POR BERNARDO CELESTINO PIMENTEL
Imagina
Chico Buarque
Composição: Tom Jobim e Chico Buarque (1983)
Imagina
Imagina
Hoje à noite
A gente se peder
Imagina
Imagina
Hoje à noite
A lua se apagar
Quem já viu a lua cris
Quando a lua começa a murchar
Lua cris
É preciso gritar e correr, socorrer o luar
Meu amor
Abre a porta pra noite passar
E olha o sol
Da manhã
Olha a chuva
Olha a chuva, olha o sol, olha o dia a lançar
Serpentinas
Serpentinas pelo céu
Sete fitas
Coloridas
Sete vias
Sete vidas
Avenidas
Pra qualquer lugar
Imagina
Imagina
Sabe que o menino que passar debaixo do arco-íris vira moça, vira
A menina que cruzar de volta o arco-íris rapidinho vira volta a ser rapaz
A menina que passou no arco era o
Menino que passou no arco
E vai virar menina
Imagina
Imagina
Imagina
Imagina
Imagina
Hoje à noite
A gente se perder
Imagina
Imagina
Hoje à noite
A lua se apagar
Quem já viu a lua cris?
“Quem já viu a lua cris, quando a lua começa a murchar, lua cris, é preciso gritar e correr, socorrer o luar”, o trecho da música Imagina, composta em 1983 por Tom Jobim e Chico Buarque para o filme “Para viver um grande amor”, do cineasta Miguel Faria Jr, revela um mito maranhense pouco conhecido: o da lua cris ou eclipse da lua.
O eclipse lunar é um fenômeno celeste que aparece quando a lua transpõe no cone de sombra projetado pela terra. A modificação ocorre sempre que o sol, a terra e a lua estão em perfeito alinhamento, estando a terra no meio destes outros dois corpos. Por esse motivo, o eclipse só pode acontecer quando é lua cheia e há uma intersecção entre os três.
A expressão eclipse da lua é antiga, originou-se da alteração de eclipse, ecris, lua cris. De acordo com o folclore, a lua neste estágio só originaria sofrimento, infelicidade, desgraças e doenças. Sendo o eclipse considerado uma doença, as pessoas associavam sua aparência amarelada com males, e assim não arriscavam-se a olhar o fenômeno, temendo contrair o mesmo mal.
Segundo o Dicionário do Folclore Brasileiro, de Luís da Câmara Cascudo, no Maranhão sempre houve um grande medo quando a lua iria fazer cris. Acontecendo isso todos preveniam-se: Quando iniciava-se o eclipse, as pessoas que estavam dormindo acordavam, porque conforme o mito se não acordassem, ficariam sujeitas a dormir eternamente, ou passar por outras dificuldades.
Os maranhenses saíam em plena noite para rua, ou para o quintal de casa, gritando às árvores frutíferas e batendo panelas: “Acorda, acorda, acorda mangueira, olha a lua cris; acorda, acorda, acorda cajueiro segura os frutos e as folhas, olha a lua cris; acorda, acorda, acorda limoeiro, olha a lua cris.
CHICO BUARQUE FALOU, QUE LENDO UM LIVRO DE CÂMARA CASCUDO, O DICIONÁRIO DO FOLCLORE, ACHOU INTERESSANTE UMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A LUA CRIS...
A LUA CRIS, VEM DA PALAVRA ECLIPSE, QUE SE TRANSFORMOU EM ECRISE PELA VOZ POPULAR E DAÍ PARA A LUA CRIS...
O CERTO É QUE O ECLIPSE DA LUA, EM ALGUMAS CIDADES DO NORTE É UM VERDADEIRO PAVOR, ISSO VEM DOS PORTUGUESES... TUDO PODE ACONTECER NO ECLIPSE DA LUA... ALGUÉM PODE ENLOUQUECER, UM HOMEM PODE SOLTAR A FRAN
GA,COMO SE DIZ NA GÍRIA, E AS MOÇAS PODEM VIRAR HOMEM... O ECLIPSE DA LUA É UMA DOENÇA DA LUA, QUE SUSCITA ATE MANIFESTAÇÕES POPULARES DE MEDO E REVOLTA. A COMPOSIÇÃO QUE FOI INSPIRADA NESTA OBSERVAÇÃO TEVE A PARCERIA DE TOM JOBIM... É UMA DAS DEZ PARCERIAS DE CHICO E TOM, E CHAMA SE: IMAGINA
Chico Buarque é parceiro de Tom Jobim em dez canções, IMAGINA é uma delas...
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
POESIA...
A POESIA SINTÉTICA DE PAULO LEMINSKI
“Vazio agudo
ando meio
cheio de tudo.”
ando meio
cheio de tudo.”
“Acordei bemol
Tudo estava sustenido
Sol fazia
Só não fazia sentido.”
Tudo estava sustenido
Sol fazia
Só não fazia sentido.”
“Amar é um elo
entre o azul
e o amarelo.”
entre o azul
e o amarelo.”
“Moinhos de versos
Movido a vento
em noites de boêmia
Movido a vento
em noites de boêmia
Vai vir o dia
Quando tudo que eu diga
Seja poesia.”
Quando tudo que eu diga
Seja poesia.”
“O barro
toma a forma
que você quiser
toma a forma
que você quiser
Você nem sabe
estar fazendo apenas
o que o barro quer.”
estar fazendo apenas
o que o barro quer.”
“Você está tão longe
que às vezes penso
que nem existo
que às vezes penso
que nem existo
Nem fale em amor
que amor é isto.”
que amor é isto.”
“Atrasos do acaso
cuidados
que não quero mais
cuidados
que não quero mais
O que era pra vir
veio tarde
e essa tarde não sabe
do que o acaso é capaz.”
veio tarde
e essa tarde não sabe
do que o acaso é capaz.”
“Esta vida é uma viagem
pena eu estar
só de passagem.”
pena eu estar
só de passagem.”
“Marginal é quem escreve à margem,
deixando branca a página
para que a paisagem passe
e deixe tudo claro à sua passagem.
deixando branca a página
para que a paisagem passe
e deixe tudo claro à sua passagem.
Marginal, escrever na entrelinha,
sem nunca saber direito
quem veio primeiro,
o ovo ou a galinha.”
sem nunca saber direito
quem veio primeiro,
o ovo ou a galinha.”
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