terça-feira, 8 de janeiro de 2019

A FALCOARIA...POR BERNARDO CELESTINO PIMENTEL


                Quando  visitei o Palácio de QUELUZ EM PORTUGAL, A RESIDENCIA DE VÁRIOS REIS INCLUSIVE DE Dona Maria Primeira, que devido ao seu quadro progressivo de demência, foi cognominada como A LOUCA...
               Meus antepassados eram homens de confiança de Dona Maria...eram CORONÉIS do Exército Português: BERNARDO CELESTINO PIMENTEL, MEU TIO BISAVÔ E ARSÊNIO CELESTINO PIMENTEL, MEU BISAVÔ.
               Vi a sua residencia, quando se encontrava no poder, e vi sua residencia de isolamento, quando ficou demente...
               Nos arredores do Palácio existia a Falcoaria, o lugar onde moravam OS FALCÕES,amigos fiéis dos Reis,aves de Rapina,exímios caçadores...de uma asa a a outra aberta,  pode se medir  três metros...
               OS FALCÕES eram carregados no braço,onde o caçador colocava uma rodilha de couro,para proteger se das garras afiadas da ave.
          O FALCÃO bem maior do que a Águia voava do braço do seu dono, e voltava com a presa cravada nas suas garras: uma raposa, um coelho etc.
               CERTA VEZ , Genghis Khan,um grande guerreiro da Mongólia saiu para caçar, e levou no braço o seu grande amigo, o seu Falcão, enquanto os seus companheiros preferiram caçar com armas rudimentares como arcos e flexas...na caçada haviam muitos caçadores...Genghis  Kham observou que a maioria dos falcões voavam e voltavam sem uma caça, com exceção de dois, que trouxeram nas garras dois filhotes de raposa...
               Resolveu caminhar mais, demorar mais, escalar a montanha, mas o dia  não era do caçador...o seu amigo falcão nem voava do seu braço...
               Mais tarde, o guerreiro com muita sede e fome, visualizou uma greta  na montanha onde pingava  água...retirou o seu caneco de prata e começou a ajuntar os pingos...quando o caneco encheu, levou-o á boca avidadamente,pois a sede era grande...neste instante o falcão  voa do seu braço, toma-lhe o caneco e deixa-o derramado e longe...o guerreiro ficou sem entender a atitude o seu fiel amigo...
               Voltou a pegar o caneco e começou a enche-lo novamente, pingo a pingo...na hora de beber a água aparada,o falcão repetiu o mesmo ato...voou e derramou o caneco...
               A esta altura, os seus companheiros de caçada já estavam sorrindo da impotência do guerreiro diante do seu Falcão...o guerreiro achou que o amigo esta desmoralizando-o: retirou a espada da cintura e transpassou o peito da ave, que teve morte imediata por hipovolemia, falta de sangue...
               Mais uma vez o  guerreiro pegou a sua taça para voltar a enche-la,mas havia cessado o pinga pinga...ELE decidiu subir a montanha, em busca da fonte da água...ao chegar no topo da mesma,viu a poça de água borbulhando, porém dentro da poça se encontrava uma serpente gigante, a mais VENENOSA dá ásia...
               FOI  quando o guerreiro caiu em se...matei injustamente o meu amigo, que só queria me proteger...colocou a ave, morta e sangrando, no ombro e disse:
               Vou lhe fazer um enterro digno...
              Depois, mandou esculpir uma estátua de ouro, em forma de Falcão, e em cada asa escreveu uma máxima, uma inscrição:
               Na asa direita ficou escrito:
               Quando um amigo fizer algo que possa lhe parecer uma ofensa, controle-se...compreenda:
               Ele continua sendo seu amigo...
               Na asa esquerda da estátua ficou gravado:
               Nunca aja  impulsionado pela FÚRIA...
               Quem age impulsionado pela fúria já está fadado ao fracasso.

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