segunda-feira, 17 de agosto de 2015

DO MEU CAMINHÃOZINHO...



FILOSOFIA DE PARA-CHOQUE




POR ARISTEU BEZERRA


“Fazer uma mulher feliz é fácil… o difícil é juntar dinheiro pra isso!”
“Erro de médico a terra cobre.”
“Na escola da vida, não há férias.”
“A dor do parto é que ensina a parir.”
“O amor é como o pirulito, começa no doce e termina no palito.”
“As únicas coisas que não têm conserto são sogra e velho vazado.”
parachoque
“Dizem que o dinheiro é o diabo. Que ver o diabo? Ande sem dinheiro.”
“Entre aqui, é melhor do que shopping center.”
“Procuro moça para casar e que saiba pescar. Enviar foto da lancha.”
“Nada de serox; só original.”
“Se não gostar do jeito que dirijo, saia da calçada.”
“Carrego todas no caminhão, mas só uma no coração.”
“Quem dorme no volante, acorda no céu,”
“Não jogue espinhos na estrada… na volta, você pode estar de pés descalços.”
“Se ela voltar é porque me ama. Se não voltar, é porque nunca me amou.”
“O amor verdadeiro nunca fere e nunca cansa.”
“Pra falá deu, tem que sê mió que eu.”
“Nóis é pobre; mais nóis é chique.”
“O futuro depende dos seus sonhos! Por isso não perca tempo, vá para casa dormir.”
“Se Deus não perdoa os ladrões, fica sozinho no céu.”
“O passado não volta, o presente não fica e o futuro virá, acelera que tem muito chão para rodar.”

domingo, 16 de agosto de 2015

QUANDO URUBÚS SÃO TRATADOS COMO MEUS LOUROS...POR BERNARDO CELESTINO PIMENTEL


               Faz quase SEIS ANOS que fiz um blog...
para desencarcerar o espírito...
para dizer a verdade...
sair do trivial...
do fisiologismo desta província, que só idolatra dinheiro e políticos safados...

             Leiam os jornais,que voces só vêem URUBÚS SENDO TRATADOS COMO MEUS LOUROS...
             O eterno elogio aos malandros ricos,de dinheiro público,com agenesia de qualquer talento...os farsantes...o elogio e a vitória de quem devia estar preso...

              OS QUE NUNCA DERAM UM PREGO NUMA BARRA DE SABÃO...e ostentam com o dinheiro que deveria estar nos hospitais,na boca dos inocentes,que ficam sem leite e sem merenda...
              Pinço permanentemente o Belo, nas letras, nos poetas, na música,nas ações,no céu,na vida, e transmito para vocês, com a boa vontade de um samaritano...não tenho fins lucrativos...o meu lucro é a sua satisfação,é poder contribuir com minha sensibilidade, para ajudar a limpar a angústia que suja os homens...angústia que nos entristece e nos deprime...
          combato a dor de não saber sorrir, de não saber beijar....

de não sentir, de não se abrir em flor, de não amar, de não saber florescer,de não se ser humano, de não ser irmão, e não se ser igual...De não ser um rio cheio e poder transbordar...
             As vezes me pergunto, será que gostam do que escrevo?
            a minha poesia tem finalidade?
            eu posso contribuir, com a beleza que eu extraio das letras e do pensamento, para tornar a vida mais amena, mais pensante,mais bela?
               Ontem fiquei recompensado...disse a minha secretária,veja a crônica que eu escreví sobre a caridade...acho que está bonita...e entrei no consultório...quando saí,encontrei a moça em prantos,e ELA ME disse: 
              eu não aguento mais ler...é emocionante...
              Naquele instante, pensei como Tom Jobim e Chico Buarque, que dizem no samba,O PIANO na MANGUEIRA: 

               A MINHA música não é de levantar poeira,mas pode entrar no barracão, onde a morena pendura a SAIA no amanhecer da quarta feira...e concluí:com medo de ferir tocando, eu tento acariciar e excitar toada a sensibilidade das pessoas,o lado bom do ser,o bem que é bonito e se encontra na música e na poesia...com maestria...
               Luto para que tenhamos uma vida interior...e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão. E assim, você Pensa,você SENTE,e você AGE.

PAI, POR QUE NOS ABANDONASTES?

TRISTE DA NAÇÃO CUJO SALVADOR É RENAN CALHEIROS...

PAI, POR QUE NOS ABANDONASTES...?


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HOSPEDAS CACHORRO ?














sábado, 15 de agosto de 2015

FILOSOFIA DA MINHA GAVETA MAIS UMA VEZ ...POR BERNARDO CELESTINO PIMENTEL







               SARTRE DIZIA ESTA FRASE LAPIDAR:

               O HOMEM É UM SER QUE CAMINHA PARA A MORTE...

                São Francisco de Assis usava um anel, que era uma caveira,para se lembrar que um dia ele morreria e ficaria daquele jeito.
               Eu chamo a Morte de um FATOR NIVELADOR...a morte vem para nivelar as pessoas...tornar iguais...é a demosntraçaõ da vida, de que todos somos iguais...

               nada prova mais a nossa igualdade do que a morte...imagine se ninguém morresse...como se comportaria certas pessoas...vemos pessoas em dias de morrer,perseguindo, roubando,querendo poder,santa bárbara...imagine se nunca fossem morrer...
               A Morte é o segundo Parto...de uma hora para outra somos expulsos para uma outra vida,que se for pela lógica, não temos a menor ideia, nem acreditamos, a não ser , pela fé.Eu acredito nesta vida, por que jesus ratificou-a em vida...pronto...eu creio em Deus...não vou cobrar da minha mente, explicações sobre mistérios que eu não entendo...tem outra vida?tem...quem disse:Jesus Cristo...ele tem credibilidade para isso?tem...eu acredito...como vai ser ?não sei...Eu acredito em Deus...basta-me.Se parar para pensar, ningúem explica nada...a vida é fundamentada em mistérios.EIS O MISTÈRIO DA FÈ...
Pela lógica dos homesn ninguém explica nada...nem o início, nem o fim...pela lógica, NADA TEM LÓGICA.REFLITA SOBRE ISTO...O QUE EXPLICA É A FÉ...

                A Fé é acreditar sem ver...e é um privilégios de poucos.



A POESIA DO POVO...




Jó Patriota
Quando a dor se aproxima
Fazendo eu perder a calma
Passo uma esponja de rima
Nos ferimentos da alma.
Eu nasci em Itapetim
Lugar onde o camponês
Nunca estudou matemática
Nunca aprendeu português
Mas sabe fazer um verso
Que Castro Alves não fez.
* * *
Maria Rafael dos Anjos Ferreira (Rafelzinha)
Quem quiser sentir saudade
Faça do jeito que eu fiz
Deixe seu torrão natal
Sem querer como eu não quis
Saia por necessidade
Que depois você me diz
Para fazer como eu fiz
Não precisa ter coragem
Depende da precisão
Fazer de tudo embalagem
Se subir num caminhão
Chorar durante a viagem
Foi de cortar coração
Na hora da despedida
Saí de onde nasci
Pra terra desconhecida
Por contraste a incerteza
De arrumar o pão da vida
Foi na hora da partida
Quem assistiu lamentava
Era bem de tardezinha
Uma chuva se formava
Para o lado do nascente
Ai era que eu chorava.
Quanto mais longe eu ficava
Mais a saudade crescia
Olhava tanto pra trás
Que o pescoço me doía
Pra ver se ainda avistava
A casa que eu residia
Era tão grande o meu pranto
Que Joãozinho se comovia
De vez em quando eu olhava
Me ajeitava, me pedia
Lelê não chore tanto
Nós vamos voltar um dia.
* * *
Espedito de Mocinha
Eu nasci e me criei
Aqui nesse pé de serra
Sou filho nato da terra
Daqui nunca me ausentei
Estudei não me formei
Porque meu pai não podia
Jesus filho de Maria
De mim se compadeceu
E como presente me deu
Um crânio com poesia.
* * *
Zé Limeira
Minha muié chama Bela
Quando eu vou chegando em casa
O galo canta na brasa,
Cai o texto da panela
Eu fico olhando para ela
Cheio de contentamento
O satanás num jumento
Pra mordê a Mãe de Deus
Não mordeu ela nem eus
Diz o novo testamento.
Eu vi uma gavetinha
Da casa de João Moisés
Mais de cem contos de réis
Só de ovo de galinha
Ela comeu uma tinha
Da carcaça de um jumento
Que bicho má, peçonhento
Lacrau e piôi de cobra
Não pode mais fazer obra,
Diz o novo testamento.
* * *
Chico Alves
A ema tem ligeireza
Seja no claro ou na luz
Possui asas mas não voa
É parente de avestruz
E pesa setecentos gramas
O ovo que ela produz.
* * *
Inácio da Catingueira
Tenho pena de deixar
A Serra da Catingueira
A Fazenda Bela Vista
A maior dessa ribeira
O Riacho do Poção,
As quebradas do Teixeira.
* * *
João Paraibano
Poesia uma das flores
Que só Deus beija a corola
Joia que a mão não segura
Se aprende sem escola
Imagem que a gente amarra
Com dez cordas de viola.
* * *
Valdir Teles
Minha mulher já brigou
Com minha própria cunhada,
Chamou a irmã safada
Porque me cumprimentou.
Inda ontem perguntou
Por que é que essa cadela,
Só vem na minha janela
Quando você se apresenta?
Eita mulher ciumenta
Essa que casei com ela!
* * *
Lourival Batista
Sua vida inda está boa
A minha é que está ruim
Que você tá no começo,
Eu já tô perto do fim;
Tô perto de ficar longe
De quem tá perto de mim.
* * *
Assis Coimbra
Eu vou mandar construir
Cadeia para corrupto,
Pois pra mim é um insulto
Essa laia progredir.
E de lá só vão sair
Para o “roubo” devolver.
Depois eu torno prender,
Esse bando de safado,
Que muito já tem roubado,
Faça igual que eu quero ver.
* * * 
 Carlos Pena Filho
carlos pena filho
E, depois de uma semana de tanto provisória, terminemos com a palavra definitiva do poeta do azul, Carlos Pena Filho.
Para Fazer um Soneto
A Tomaz Seixas.
Tome um pouco de azul, se atarde é clara,
E espere pelo instante ocasional.
Nesse curto intervalo Deus prepara
E lhe oferta a palavra inicial.
Aí, adote uma atitude avara:
Se você preferir a cor local,
Não use mais que o sol de sua cara
E um pedaço de fundo de quintal.
Se não, procure o cinza e essa vagueza
Das lembranças da infância, e não se apresse,
Antes, deixe leva-lo a correnteza.
Mas ao chegar ao ponto em que se tece
Dentro da escuridão a vã certeza,

Ponha tudo de lado e então comece.