quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
CONSTATAÇÃO...
CABELOS COR DE PRATA – Rogaciano Leite
Meus cabelos cor-de-prata
são beijos de serenata
que a lua mandou pra mim.
Os meus cabelos grisalhos
são pingos brancos de orvalho
num tinteiro de nanquim.
Estes meus cabelos brancos
que hoje são da cor dos bancos
solitários de um jardim,
já sentiram muitos dedos
e ouviram muitos segredos
que elas contavam pra mim.
são beijos de serenata
que a lua mandou pra mim.
Os meus cabelos grisalhos
são pingos brancos de orvalho
num tinteiro de nanquim.
Estes meus cabelos brancos
que hoje são da cor dos bancos
solitários de um jardim,
já sentiram muitos dedos
e ouviram muitos segredos
que elas contavam pra mim.
Se hoje, estão desbotados
é porque foram beijados
com muito amor e emoção
E os beijos foram tão puros
que os meus cabelos escuros
estão da cor do algodão.
Eu fiz tanta serenata
que a lua, desfeita em prata,
mandou mil beijos pra mim.
E os beijos foram tão puros
que os meus cabelos escuros
ficaram brancos… assim!
é porque foram beijados
com muito amor e emoção
E os beijos foram tão puros
que os meus cabelos escuros
estão da cor do algodão.
Eu fiz tanta serenata
que a lua, desfeita em prata,
mandou mil beijos pra mim.
E os beijos foram tão puros
que os meus cabelos escuros
ficaram brancos… assim!
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
A FALA DO POVO...
POR ARISTEU BEZERRA...
“Tão perverso que tem coragem de matar padre celebrando missa.”
“Seco que nem língua de papagaio.”
“Sofrer que só pé de cego em porta de igreja.”
“Certo que só beiço de bode.”
“Resistente que só cascavel de quatro ventas.”
“Andar depressa como quem vai tirar o pai da forca.”
“Caro que nem ovo em tempo de quaresma.”
“Ruim que nem um jirimum cheio de água.”
“Agoniado como cobra quando perde a peçonha.”
“Contente que nem barata em bico de galinha.”
“Desarrumado que é ver gaveta de sapateiro.”
“Feio como a necessidade.”
“Entrar macio que só colher em mamão maduro.”
“Tão ladrão que, se vendesse um cavalo, achava jeito de ficar com a marcha.”
“Valente que nem cobra de resguardo.”
“Andar devagar como quem procura com os pés penico no escuro.”
“Chorar que nem mamão verde cortado.”
“Rio seco que não tem água que dê nos peitos dum peba.”
“Malcriado como rapariga de soldado em portão de feira.”
“Viagem aperriada como de bacorinho em caçuá.”
“Tão perverso que tem coragem de matar padre celebrando missa.”
“Seco que nem língua de papagaio.”
“Sofrer que só pé de cego em porta de igreja.”
“Certo que só beiço de bode.”
“Resistente que só cascavel de quatro ventas.”
“Andar depressa como quem vai tirar o pai da forca.”
“Caro que nem ovo em tempo de quaresma.”
“Ruim que nem um jirimum cheio de água.”
“Agoniado como cobra quando perde a peçonha.”
“Contente que nem barata em bico de galinha.”
“Desarrumado que é ver gaveta de sapateiro.”
“Feio como a necessidade.”
“Entrar macio que só colher em mamão maduro.”
“Tão ladrão que, se vendesse um cavalo, achava jeito de ficar com a marcha.”
“Valente que nem cobra de resguardo.”
“Andar devagar como quem procura com os pés penico no escuro.”
“Chorar que nem mamão verde cortado.”
“Rio seco que não tem água que dê nos peitos dum peba.”
“Malcriado como rapariga de soldado em portão de feira.”
“Viagem aperriada como de bacorinho em caçuá.”
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
A POESIA DE CARLOS PENA FILHO.
A SOLIDÃO E SUA PORTA – Carlos Pena Filho
Quando mais nada resistir que valha
a pena de viver e a dor de amar
E quando nada mais interessar
(nem o torpor do sono que se espalha)
a pena de viver e a dor de amar
E quando nada mais interessar
(nem o torpor do sono que se espalha)
Quando pelo desuso da navalha
A barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha
A barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha
Arquitetar na sombra a despedida
Deste mundo que te foi contraditório
Lembra-te que afinal te resta a vida
Deste mundo que te foi contraditório
Lembra-te que afinal te resta a vida
Com tudo que é insolvente e provisório
e de que ainda tens uma saída
Entrar no acaso e amar o transitório.
e de que ainda tens uma saída
Entrar no acaso e amar o transitório.
domingo, 18 de janeiro de 2015
ESCUTANDO CHAVES...
Observem a sensibilidade de Roberto Bolaños, muito além de seu personagem mais famoso, aqui no Brasil, o Chaves. "
Se tivesse que assaltar o banco mais vigiado da Europa e pudesse eleger livremente meus companheiros de malfeitorias, sem dúvida escolheria um grupo de cinco poetas. Cinco poetas verdadeiros, apolíneos ou dionisíacos, tanto faz, mas verdadeiros, quer dizer, com um destino de poetas e com uma vida de poetas. Não há ninguém no mundo mais valente que eles. Não há ninguém no mundo que encare o desastre com maior dignidade e lucidez. São, em aparência, débeis, leitores de Guido Cavalcanti e de Arnaut Daniel, leitores do desertor Arquíloco que atravessou um campo de ossos, e trabalham no vazio da palavra, como astronautas perdidos em planetas sem saída possível, num deserto onde não há leitores nem editores, só construções verbais ou canções idiotas cantadas não por homens mas por fantasmas. No grêmio dos escritores são a joia maior e menos cobiçada. Quando um enlouquecido jovem de dezesseis ou dezessete anos decide ser poeta, é desastre familiar com certeza. Judeu homossexual, meio negro, meio bolchevique, a Sibéria do seu desterro só cobre de opróbio também sua família: os leitores de Baudelaire não se dão bem no ensino médio, nem com seus companheiros de classe nem muito menos com seus professores. Sua fragilidade, no entanto, é enganosa. Também seu humor e as manifestações caprichosas do seu amor. Por trás dessas sombras vagas se encontram talvez os tipos mais duros do mundo e seguramente os mais valentes. Não por nada descendem de Orfeu, que marcava a cadência de remo dos Argonautas e que desceu ao inferno e voltou a subir, menos vivo que antes da façanha, mas vivo ao fim e ao cabo. Se tivesse que assaltar o banco mais protegido da América, no meu bando só haveria poetas. O assalto terminaria, provavelmente, de forma desastrosa, mas seria bonito." ROBERTO BOLAÑOS, 1999.
Se tivesse que assaltar o banco mais vigiado da Europa e pudesse eleger livremente meus companheiros de malfeitorias, sem dúvida escolheria um grupo de cinco poetas. Cinco poetas verdadeiros, apolíneos ou dionisíacos, tanto faz, mas verdadeiros, quer dizer, com um destino de poetas e com uma vida de poetas. Não há ninguém no mundo mais valente que eles. Não há ninguém no mundo que encare o desastre com maior dignidade e lucidez. São, em aparência, débeis, leitores de Guido Cavalcanti e de Arnaut Daniel, leitores do desertor Arquíloco que atravessou um campo de ossos, e trabalham no vazio da palavra, como astronautas perdidos em planetas sem saída possível, num deserto onde não há leitores nem editores, só construções verbais ou canções idiotas cantadas não por homens mas por fantasmas. No grêmio dos escritores são a joia maior e menos cobiçada. Quando um enlouquecido jovem de dezesseis ou dezessete anos decide ser poeta, é desastre familiar com certeza. Judeu homossexual, meio negro, meio bolchevique, a Sibéria do seu desterro só cobre de opróbio também sua família: os leitores de Baudelaire não se dão bem no ensino médio, nem com seus companheiros de classe nem muito menos com seus professores. Sua fragilidade, no entanto, é enganosa. Também seu humor e as manifestações caprichosas do seu amor. Por trás dessas sombras vagas se encontram talvez os tipos mais duros do mundo e seguramente os mais valentes. Não por nada descendem de Orfeu, que marcava a cadência de remo dos Argonautas e que desceu ao inferno e voltou a subir, menos vivo que antes da façanha, mas vivo ao fim e ao cabo. Se tivesse que assaltar o banco mais protegido da América, no meu bando só haveria poetas. O assalto terminaria, provavelmente, de forma desastrosa, mas seria bonito." ROBERTO BOLAÑOS, 1999.
NAMORO PELA INTERNET...
Uma moça mandou um email para a Revista "Isto É Dinheiro" pedindo dicas sobre "como arrumar um marido rico". Contudo, mais inacreditável que o "pedido" da moça, foi a disposição de um rapaz que, muito inspirado, respondeu à mensagem, de forma bem fundamentada e humorada:
Mensagem/email da MOÇA:
" Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe.
Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano.
Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste site?
Ou alguma mulher casada com alguém que ganhe isso e que possa me dar algumas dicas?
Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso. E 250 mil por ano não vão me fazer morar em Central Park West.
Conheço uma mulher (da minha aula de ioga) que casou com um banqueiro e vive em Tribeca! E ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente.
Então, o que ela fez que eu não fiz? Qual a estratégia correta? Como eu chego ao nível dela? " (Rafaela S.)
Mensagem/resposta do RAPAZ:
" Li a sua consulta com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação.
Primeiramente, eu ganho mais de 500 mil dólares por ano. Portanto, não estou tomando o seu tempo a toa...
Isto posto, considero os fatos da seguinte forma:
Visto da perspectiva de um homem como eu (que tenho os requisitos que você procura), o que você oferece é simplesmente um péssimo negócio.
Eis porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples. Você entra com a sua beleza física e eu entro com o meu dinheiro. Proposta clara, sem entrelinhas. Mas tem um problema.
Com toda certeza, com o tempo a sua beleza vai diminuir e um dia acabar, ao contrário do meu dinheiro que, com o tempo, continuará aumentando.
Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos.
E você não somente sofre depreciação, mas sofre uma depreciação progressiva, ou seja, sempre aumenta!
Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5 ou 10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. E no futuro, quando você se comparar com uma foto de hoje, verá que virou um caco.
Isto é, hoje você está em "alta", na época ideal de ser vendida, mas não de ser comprada.
Usando o linguajar de Wall Street , quem a tiver hoje deve mantê-la como "trading position" (posição para comercializar) e não como "buy and hold" compre e retenha), que é para o quê você se oferece...
Portanto, ainda em termos comerciais, casar (que é um "buy and hold") com você não é um bom negócio a médio/longo prazo! Mas alugá-la, sim!
Assim, em termos sociais, um negócio razoável a se cogitar é namorar. Cogitar..., mas, já cogitando..., e para certificar-me do quão "articulada, com classe e maravilhosamente linda'"seja você, eu, na condição de provável futuro locatário dessa "máquina", quero tão somente o que é de praxe:
fazer um "test drive" antes de fechar o negócio...
Podemos marcar? "
FILOSOFIA DA MINHA GAVETA...POR BERNARDO CELESTINO PIMENTEL.
SARTRE DIZIA ESTA FRASE LAPIDAR:O HOMEM É UM SER QUE CAMINHA PARA A MORTE...
São Francisco de Assis usava um anel, que era uma caveira,para se lembrar que um dia ele morreria e ficaria daquele jeito.
Eu chamo a Morte de um FATOR NIVELADOR...a morte vem para nivelar as pessoas...tornar iguais...
é a demosntraçaõ da vida, de que todos somos iguais...
nada prova mais a nossa igualdade do que a morte...imagine se ninguém morresse...como se comportaria certas pessoas...vemos pessoas em dias de morrer,perseguindo, roubando,querendo poder,santa bárbara...imagine se nunca fossem morrer...
A Morte é o segundo Parto...de uma hora para outra somos expulsos para uma outra vida,que se for pela lógica, não temos a menor ideia, nem acreditamos, a não ser , pela fé.
Eu acredito nesta vida, por que jesus ratificou-a em vida...pronto...eu creio em Deus...não vou cobrar da minha mente, explicações sobre mistérios que eu não entendo...tem outra vida?tem...quem disse:Jesus Cristo...ele tem credibilidade para isso?tem...eu acredito...como vai ser ?não sei...Eu acredito em Deus...basta-me.
Se parar para pensar, ningúem explica nada...a vida é fundamentada em mistérios.EIS O MISTÈRIO DA FÈ...
Pela lógica dos homesn ninguém explica nada...nem o início, nem o fim...pela lógica, NADA TEM LÓGICA.
REFLITA SOBRE ISTO...O QUE EXPLICA É A FÉ...
A Fé é acreditar sem ver...e é um privilégios de poucos.
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