sábado, 22 de janeiro de 2011

O DIA DA CRIAÇÃO...



Dia Da Criação
Vinicius de Moraes
Composição: Vinicius de Moraes
I

Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.

Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.

II

Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado.
Há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado.
Há um homem rico que se mata
Porque hoje é sábado.
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado.
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado.
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado.
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado.
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado.
Há um grande espírito de porco
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado.
Há criancinhas que não comem
Porque hoje é sábado.
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado.
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado.
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado.
Há um tensão inusitada
Porque hoje é sábado.
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado.
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado.
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado.
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado.
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado.
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado.
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado.
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado.
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado.
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado.
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado.
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado.
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado.
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado.
Há a comemoração fantástica
Porque hoje é sábado.
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado.
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado.
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado.

III

Por todas essas razões deverias ter sido riscado do Livro das Origens, ó Sexto Dia da Criação.
De fato, depois da Ouverture do Fiat e da divisão de luzes e trevas
E depois, da separação das águas, e depois, da fecundação da terra
E depois, da gênese dos peixes e das aves e dos animais da terra
Melhor fora que o Senhor das Esferas tivesse descansado.
Na verdade, o homem não era necessário
Nem tu, mulher, ser vegetal dona do abismo, que queres como as plantas, imovelmente e nunca saciada
Tu que carregas no meio de ti o vórtice supremo da paixão.
Mal procedeu o Senhor em não descansar durante os dois últimos dias
Trinta séculos lutou a humanidade pela semana inglesa
Descansasse o Senhor e simplesmente não existiríamos
Seríamos talvez pólos infinitamente pequenos de partículas cósmicas em queda invisível na terra.
Não viveríamos da degola dos animais e da asfixia dos peixes
Não seríamos paridos em dor nem suaríamos o pão nosso de cada dia
Não sofreríamos males de amor nem desejaríamos a mulher do próximo
Não teríamos escola, serviço militar, casamento civil, imposto sobre a renda e missa de sétimo dia,
Seria a indizível beleza e harmonia do plano verde das terras e das águas em núpcias
A paz e o poder maior das plantas e dos astros em colóquio
A pureza maior do instinto dos peixes, das aves e dos animais em cópula.
Ao revés, precisamos ser lógicos, freqüentemente dogmáticos
Precisamos encarar o problema das colocações morais e estéticas
Ser sociais, cultivar hábitos, rir sem vontade e até praticar amor sem vontade
Tudo isso porque o Senhor cismou em não descansar no Sexto Dia e sim no Sétimo
E para não ficar com as vastas mãos abanando
Resolveu fazer o homem à sua imagem e semelhança
Possivelmente, isto é, muito provavelmente
Porque era sábado.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

ALIMENTANDO A VIDA INTERIOR...


























A PRIMEIRA VISTA...



A primeira vista
Chico César
Composição: Chico César


Quando não tinha nada, eu quis
Quando tudo era ausência, esperei
Quando tive frio, tremi
Quando tive coragem, liguei...

Quando chegou carta, abri
Quando ouvi prince, dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei...

Quando me chamou, eu vim
Quando dei por mim, tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei...

Amarazáia zoê, záia, záia
A hin hingá do hanhan.....
Ohhh!
Amarazáia zoê, záia, záia
A hin hingá do hanhan.....

Quando não tinha nada, eu quis
Quando tudo era ausência, esperei
Quando tive frio, tremi
Quando tive coragem, liguei...

Quando chegou carta, abri
Quando ouvi Salif Keita, dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei...

Quando me chamou, eu vim
Quando dei por mim, tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei...

Amarazáia zoê, záia, záia
A hin hingá do hanhan...
Ohhhhh!
Amarazáia zoê, záia, záia
A hin hingá do hanhan.....

Quando me chamou, eu vim
Quando dei por mim, tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei...

Amarazáia zoê, záia, záia
A hin hingá do hanhan....

Ohhhhh!
Amarazáia zoê, záia, záia
A hin hingá do hanhan...(2x)

Ohhhhh!
Amarazáia zoê, záia, záia...

A POTENCIA DO REMÉDIO...

UM TEXTO DE GERALDO BERNARDO


O PODER DO VIAGRA

Saí para comprar pasta d’água na farmácia de Gomes e aproveitar e pedir um patrocínio, nem que fosse de uma pasta d’água. Sexta-feira, dia de pagamento de aposentadoria e último dia útil antes do feriadão. Um ruge-ruge da peste e eu me equilibrando na garupa de um motoqueiro, ao custo de dois reais (preço de ônibus na capital em trajetos muito mais longos) e com um capacete duas vezes menor que minha cabeça.

Um verdadeiro rali. Teve rua cheia de lama, calçamento, asfalto e um buraco jorrando água em plena rua Jaguarari, em frente ao Bar do Mário, onde a filosofia corre solta. Jornada para Indiana Jones, o piloto entrava na frente dos carros parados no semáforo e antes de abrir o sinal, jogava-se mortalmente na frente dos veículos ensandecidos da Avenida Salgado Filho. E, seguia reclamando do poder publico. Dizia que na sua profissão só havia sido legalizado as obrigações, que era caro tirar Alvará, mas não tinha sinalização; que tinham tirado os clandestinos da rua, mas não tinham definido as praças e, finalizando: também, a gente não tem nem um sindicato de verdade.

Pareceu-me que uma platéia aguardava minha entrada na botica do Gomes. Deu apenas o tempo de cruzar a porta de vidro, entrou um velhinho, uns setenta e cinco (ou mais) de idade. Estou fazendo rapapé ao meu mecenas quando aquele senhor curvado e usando bengala pediu uma caixa de comprimidos Viagra. Gomes determinou que o seu ajudante, um rapagote aprendiz e impúbere, entregasse o remédio ao senhor que já foi perguntando quanto era - quatrocentos contos a caixa – respondia Gomes e voltou a conversar comigo, enquanto o cliente ia pegando a bula para ler.

Nesse momento entram duas moças vestidas com aquelas calças baixas, sabe, aquelas que deixam as “bordas de catupiri” bem salientes (é isso mesmo, os culotes). Uma delas já foi dizendo que a saúde ali não prestava, que médico só fazia consultar e mais nada, que ia tomar “chá da receita” que o remédio era caro demais que ela não podia comprar e et cetera e coisa e tal e pediu ao balconista um xampu e um protetor solar nível cinco.

A amiga da outra, querendo mostrar-se entendida em discutir saúde pública e cidadania, foi logo dizendo que lá na cidade do marido dela também era a mesma coisa, o SAMU atendia mal, faziam-se requisições médicas que demoravam meses para serem atendidas, médicos não cumpriam os expedientes e disse mais, falou que ia aproveitar que tava ali pra comprar umas pastilhas de magnésia bizurada pro pai dela – “pois ele, minha filha, tá esperando, com a requisição pra fazer uma endoscopia já faz mais de quatro meses e nada”.

De repente, parou um caminhão de entregas, chegou também o carteiro – um sionista sindicalista – o telefone tocou. Ao acabar a conversa ao telefone o Gomes tenta encontrar uma maneira de atender a todos e percebe que o velho sumiu com a caixa de Viagra. Gomes é homem bom e manso, mas é patrão, fechou a cara, disse-me que o aguardasse e foi despachando a todos, recebendo, pagando, assinando e conferindo. Ao fim chamou seu ajudante e em tom bem capitalista resolver dividir com o empregado o prejuízo. O rapaz de cabeça baixa e Gomes dizendo: Se continuar assim estamos fodidos, eu e você, fodidos. Vamos dividir, duzentos paus pra cada um e não se fala mais nisso. O garotote não tossiu nem mugiu.

O Gomes e eu, estávamos nas considerações finais, ele dizia:

- Ás vezes o expediente fica meio chocho, mas, quando é dia de pagamento da aposentadoria. Virgem! Nossa Senhora! É um desmantelo só. É um entra e sai da gota serena. Dá dó de ver.

Ajeito o chapéu e faço finca-pé pra sair quando entra outro aposentado e como que ensaiado já vai dizer que quer “aquele comprimido”, o ajudante que estava desconsolado num canto apressa-se em atender o vovô cliente, talvez até como um ato de remissão da falha anterior. E repete-se a pergunta de sempre – é bom?

E, aquele cabrinha de penugem no lugar do bigode, respondeu com a mais fina ironia.

- Deve ser muito bom. Ora! Antes do senhor passou aqui outro freguês e não precisou nem comprar, nem tomar, pra foder com o dono e o empregado da farmácia.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

UM REAL DE AMOR!!!




Um Real de Amor
Zeca Pagodinho


O que eu não faço
Em sua compania
Amamos na praia ao nascer do dia
O que eu não faço
Em sua compania
Dançamos na rua ao nascer da lua
O que eu não faço
Eu sua compania
Amamos na praia ao nascer do dia
O que eu não faço
Em sua compania
Dançamos na rua ao nascer da lua

Um real de amor que tu me dás
Faço versos de febre e de paixão
Pego a fraça miragem da ilusão
E a trasnformo em ferro e em carvão
Com um real de amor que tu me dás
Faço amor na mais completa escuridão
Desafio o terror da solidão
E a transformo em pó na multidão
Um real de amor que tu me dás
Generoso se faz em minha mão
Mata a minha fome
Multiplica o pão
Mata a minha fome
Multiplica o pão

O que eu não faço
Em sua compania
Amamos na praia ao nascer do dia
O que eu não faço
Em sua compania
Dançamos na rua ao nascer da lua

Um real de amor que tu me dás
Faço versos de febre e de paixão
Pego a fraça miragem da ilusão
E a trasnformo em ferro e em carvão
Com um real de amor que tu me dás
Faço amor na mais completa escuridão
Desafio o terror da solidão
E a transformo em pó na multidão
Um real de amor que tu me dás
Generoso se faz em minha mão
Mata a minha fome
Multiplica o pão
Mata a minha fome
Multiplica o pão

Mata a minha fome
Multiplica o pão

Mata a minha fome
Multiplica o pão

Mata a minha fome
Multiplica o pão

A RAPOSA COM A CHAVE DO GALINHEIRO...

MÉDICO ODORICO MONTEIRO...
BICHO DE RABO FELPUDO COMANDA AUDITORIA NO GALINHEIRO


Nomeado pelo ministro Alexandre Padilha (Saúde) para comandar a auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS), o médico Odorico Monteiro é apontado pelo Tribunal de Contas da União como responsável por irregularidades que somam R$ 3,5 milhões em obra bancada pelo próprio ministério.

* * *

O cabra é nomeado pra fazer uma auditoria destinada a desentocar ratarias e, surpresa!, descobre-se que ele próprio é um tremendo guabiru.

Segundo o TCU, o doutor é responsável por sobreço e aditivo no contrato de construção do Hospital da Mulher, em Fortaleza, tocada quando ele era secretário municipal de Saúde.

Além da auditoria no SUS, missão temporária, Doutor Odorico será o novo secretário de Gestão Estratégica e Participativa da Saúde, boquinha permanente no Ministério da Saúde de Dilma.

Depois da “ruptura” que foi a chegada dos encarnados de estrelas ao poder, nada é mais anti-ruptura do que isto (o leitor que arranjar um antônimo para “ruptura” vai ganhar de brinde o artigo CONSOLIDAR A RUPTURA HISTÓRICA OPERADA PELO PT da autoria do bovino Leonardo Boff, em setembro do ano passado)

Pra abrilhantar um pouco mais esta postagem, leiam o complemento da notícia e tenham um excelente final de tarde de quinta-feira:

Na equipe de Padilha, Odorico não é o único a dever explicações sobre verbas federais. O novo diretor de Atenção Básica, Heider Pinto, deixou o comando da Fundação Estatal de Saúde da Família (Fesf) na Bahia sendo cobrado pelo Conselho Estadual de Saúde para que preste contas do dinheiro que administrou. Ambos são da cota petista no novo comando da Saúde.

SAUDADES ALIVIADAS...

UM TEXTO DE FERREIRA GULLAR


QUANDO DOIS E DOIS SÃO QUATRO

Talvez seja esta a última vez que escreva sobre o cidadão Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil. Com alívio o vi terminar o seu mandato, pois não terei mais que aturá-lo a esbravejar, dia e noite, na televisão, nem que ouvir coisas como esta: “Ele é tão inteligente que fala todas as línguas sem ter aprendido nenhuma”. Pois é, pena que não fale tão bem português quanto fala russo.

É verdade que tivemos, ainda, que aturá-lo nos três últimos dias do mandato, quando “inaugurou” obras inexistentes e fez tudo para ofuscar a presidente que chegava.

Depois de passar a faixa, foi para um comício em São Bernardo, onde, até as 23h, continuava berrando no palanque, do qual nunca saíra desde 2002.

Aproveitou as últimas chances para exibir toda a sua pobreza intelectual, dizendo-se feliz por deixar o governo no momento em que os Estados Unidos, a Europa e o Japão estão em crise.

Alguém precisa alertá-lo para o fato de que a crise, naqueles países, atinge, sobretudo, os trabalhadores. Destituído de senso crítico, atribui a si mesmo (”um torneiro mecânico”) o mérito de ter evitado que a crise atingisse o Brasil. Sabe que é mentira mas o diz porque confia no que a maioria da população, desinformada, acreditará.

Isso dá para entender, mas e aqueles que, sem viverem do Bolsa Família nem do empréstimo consignado, veem nele um estadista exemplar, que mudou o Brasil? É incontestável que, durante o seu governo, a economia se expandiu e muita gente pobre melhorou de vida. Mas foi apenas porque ele o quis, ou também porque as condições econômicas o permitiram?

Vamos aos fatos: até a criação do Plano Real, a economia brasileira sofria de inflação crônica, que consumia os salários. Qual foi a atitude de Lula ante o Plano Real? Combateu-o ferozmente, afirmando que se tratava de uma medida eleitoreira para durar três meses.

À outra medida, que veio consolidar o equilíbrio de nossa economia, a Lei de Responsabilidade Fiscal, Lula e seu partido se opuseram radicalmente, a ponto de entrarem com uma ação no Supremo para revogá-la. Do mesmo modo, Lula se opôs à política de juros do Banco Central e ao superávit primário, providências que complementaram o combate à inflação e garantiram o equilíbrio econômico. Essas medidas, sim, mudaram o Brasil, preservando o valor do salário e conquistando a confiança internacional.

Lembro-me do tempo em que o preço do pão e do leite subia de três em três dias.

Quem tinha grana, aplicava-a no overnight e enriquecia; quem vivia de salário comia menos a cada semana.

Se dependesse de Lula e seu partido, nenhuma daquelas medidas teria sido aplicada, e o Brasil - que ele viria a presidir - seria o da inflação galopante e do desequilíbrio financeiro. Teria, então, achado fácil governar?

Após três tentativas frustradas de eleger-se presidente, abandonou o discurso radical e virou Lulinha paz e amor. Ao deixar o governo, com mais de 80% de aprovação, afirmou que “é fácil governar o Brasil, basta fazer o óbvio”. Claro, quem encontra a comida pronta e a mesa posta, é só sentar-se e comer o almoço que os outros prepararam.

A verdade é que Lula não introduziu nenhuma reforma na estrutura econômica e social do país, mas teve o bom senso de dar prosseguimento ao que os governos anteriores implantaram. A melhoria da sociedade é um processo longo, nenhum governo faz tudo. Inteligente, mas avesso aos estudos, valeu-se de sua sagacidade, já que é impossível conhecer a fundo os problemas de um país sem ler um livro; quem os conhece apenas por ouvir dizer não pode governar.

Por isso acho que quem governou foi sua equipe técnica, não ele, que raramente parava em Brasília. Atuou como líder político, não como governante, e, se Dilma fizer certas mudanças, pouco lhe importará, pois nem sabe ao certo do que se trata. Para fugir a perguntas embaraçosas, jamais deu uma entrevista coletiva.

Afinal, ninguém, honestamente, acredita que com programas assistencialistas e aumento do salário mínimo se muda o Brasil.

O tempo se encarregará de pôr as coisas em seu devido lugar. O presidente Emílio Garrastazu Médici também obteve, em 1974, 82% de aprovação.