domingo, 1 de outubro de 2017
SOLIDÃO...
IMAGENS E REFLEXÕES SOBRE A SOLIDÃO

Marguerite, 1918 - De Guy Rose
A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais.
(Arthur Schopenhauer)

Automat, 1927 - De Edward Hopper
“Quem, portanto, não ama a solidão,
também não ama a liberdade:
apenas quando se está só é que se está livre [...]
Cada um fugirá, suportará ou amará a solidão
na proporção exata do valor da sua personalidade.
Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho
sente toda a sua mesquinhez,
o grande espírito, toda a sua grandeza;
numa palavra: cada um sente o que é.”
(ARTHUR SCHOPENHAUER)
A lover of Dickens - Charles Spencelayh
O segredo de uma velhice agradável
consiste apenas na assinatura
de um honroso pacto com a solidão.
(Gabriel García Márquez)
***
Bete providenciou tudo sozinha: bolo, salgadinhos, vela,
flores e mensagens. Foi o aniversário mais feliz de sua vida.
Por orlando Silveira
POESIA
CANÇÃO DO CORAÇÃO
Fernando Mendes Vianna
Fernando Mendes Vianna
Coração, cavalo verde
com espumas, vento e mar.
Coração, cavalo verde,
teu galope é navegar.
Da esmeralda, este cavalo
me conduz até o gral.
Meu destino é galopá-lo
e desvendar o animal.
Ó cavalo da esperança,
que ânsias na sua crina!
Que importa se ele me cansa:
galopá-lo é minha sina.
Coração, cavalo verde
Com espumas, vento e mar.
Coração, cavalo verde,
teu galope é navegar.
com espumas, vento e mar.
Coração, cavalo verde,
teu galope é navegar.
Da esmeralda, este cavalo
me conduz até o gral.
Meu destino é galopá-lo
e desvendar o animal.
Ó cavalo da esperança,
que ânsias na sua crina!
Que importa se ele me cansa:
galopá-lo é minha sina.
Coração, cavalo verde
Com espumas, vento e mar.
Coração, cavalo verde,
teu galope é navegar.
A POESIA DE CARLOS PENA FILHO...
SONETO – Carlos Pena Filho
Por trás do musgo silencioso e espesso,
que cresce no teu ventre desolado,
nasce um mundo obscuro e inusitado
que eu não sei se mereço ou desmereço,
que cresce no teu ventre desolado,
nasce um mundo obscuro e inusitado
que eu não sei se mereço ou desmereço,
Sei apenas que às vezes, quando teço
canções noturnas do prazer frustrado,
sou, nem sei por que sombras, exilado
para além do meu fim e meu começo.
canções noturnas do prazer frustrado,
sou, nem sei por que sombras, exilado
para além do meu fim e meu começo.
Esse teu mundo, concha que é morada
de anêmonas e polvos, é mais raro
que a luz de Deus na noite abandonada.
de anêmonas e polvos, é mais raro
que a luz de Deus na noite abandonada.
E é por isso talvez que não se entrega
e me deixa a esperar teu corpo claro
de fêmea esquiva que ao prazer se nega.
e me deixa a esperar teu corpo claro
de fêmea esquiva que ao prazer se nega.
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